Um dos maiores fóruns globais de liderança, o Horasis Meeting Brasil, consolidado como um epicentro de debates estratégicos para o futuro, vem trazendo mais uma vez pautas importantíssimas. O evento que recebeu mais de mil representantes de empresas, ONGs e governos de várias partes do mundo, promoveu um riquíssimo debate sobre estratégias de crescimento sustentável e oportunidades de negócios, reunindo as mentes mais brilhantes para desvendar os complexos desafios da nossa era.
A força intelectual por trás deste encontro é o próprio Horasis, um think tank internacional independente e verdadeiro laboratório de ideias. E o convite para participar de seu seleto círculo de discussões é um reconhecimento ao potencial de quem está na vanguarda. A prova disso foi o convite pessoal de Frank-Jürgen Richter , fundador da Horasis, presidente da organização e ex-diretor do Fórum Econômico Mundial, para que nossa CEO, Maria Luiza Reis , integrasse um painel sobre "AI as Innovation’s Co-Creator" durante o Horasis Global Summit 2025, em São Paulo.
Da Complexidade Nacional à Inovação Concreta: Uma Visão de Governança com IA
Foi nesse contexto de altíssimo nível que Maria Luiza não apenas participou, mas liderou discussões cruciais. Ela explorou a complexidade do país, os diferentes distritos de inovação, os desafios de integração e colaboração e, é claro, a resiliência única do empresário brasileiro. Foi a partir dessa profunda compreensão do ecossistema local que ela apresentou, em sua palestra principal, uma visão igualmente sofisticada e aplicável sobre o papel da Inteligência Artificial na reconstrução do diálogo entre cidades e cidadãos.
A Força de um "Cérebro" Próprio: SLMs como Ativos Estratégicos
Um dos pontos altos da apresentação de Maria Luiza foi a ênfase na importância crítica de empresas, organizações e até mesmo governos e cidades desenvolverem seus próprios Modelos de Linguagem Específicos (SLMs - Smart Language Models). Diferente dos modelos genéricos de IA, um SLM é treinado com o DNA da organização: sua história, seus dados internos, sua missão, a legislação local e as particularidades culturais da sua região.
Ter um SLM próprio não é um luxo tecnológico; é uma necessidade estratégica. É como ter um cérebro digital que compreende profundamente os desafios e oportunidades únicos daquela entidade, permitindo respostas mais rápidas, personalizadas e contextualizadas para cidadãos, clientes e parceiros. É a base para uma interação inteligente e significativa.
IA como Ouvido Atento: Mapeando as Reais Necessidades da População
A fala de Maria Luiza foi além do conceito operacional e mergulhou no cerne da governança urbana. Ela destacou que a IA oferece a oportunidade única de descobrir e entender a dinâmica e as mudanças contínuas que as cidades sofrem. Tradicionalmente, o canal de comunicação entre o cidadão e o governo é limitado, estruturado em menus rígidos e formulários padronizados.
“Quando você oferece ao cidadão um menu de opções pré-definidas, você está, na verdade, limitando sua voz", afirmou a nossa CEO. "Você está conduzindo o problema para um caminho que você acredita ser o correto, sem deixar espaço para que as necessidades emergentes e inesperadas venham à tona."
E é aqui que a visão se torna verdadeiramente transformadora. E se, ao invés de um menu, déssemos espaço para o cidadão falar livremente sobre o que acha da sua cidade?
Do Caos de Dados à Clareza da Ação: A Democratização da Escuta
Ao implementar SLMs capazes de analisar milhares de manifestações livres – desde posts em redes sociais a reclamações em canais abertos – os governos podem fazer um mapeamento preciso e imparcial das reais necessidades e do sentimento da população. A IA é capaz de processar esse "caos" de informações, identificando padrões, urgências e demandas que, de outra forma, passariam despercebidas.
"Com a inteligência artificial, podemos escutar verdadeiramente as cidades", explicou Maria Luiza. "Podemos identificar que um bairro sofre mais com a falta de iluminação pública do que com o lixo na rua, ou que a demanda por uma praça de lazer é maior do que a por um novo semáforo. Isso é empoderamento do cidadão e eficiência administrativa. A tecnologia aplicada nesse cenário nos permitiria ouvir sem conduzir, entendendo o problema em sua essência, sem desviá-lo para um lugar diferente."
Dessa forma, a IA deixa de ser uma ferramenta burocrática e se torna uma ponte de diálogo genuíno, transformando a voz dispersa da população em um mapa de ações claras e prioritárias para os gestores públicos.
A participação no Horasis Meeting Brasil reforçou nosso compromisso em liderar essa conversa. O futuro das cidades inteligentes não está apenas em sensores e câmeras, mas na capacidade de escutar, compreender e agir com base na inteligência coletiva de seus cidadãos.
A participação de Maria Luiza Reis no Horasis Meeting Brasil posicionou, mais uma vez, nossa visão na vanguarda do debate sobre governança tecnológica. Nosso objetivo é catalisar essa discussão para transformar este conceito em uma realidade concreta no Brasil, pavimentando o caminho para cidades não apenas mais inteligentes, mas fundamentalmente mais humanas.
